Em menos de 50 anos de independência dos países africanos em relação ao domínio europeu, o continente africano enfrenta diversos e agudos problemas. Com excessão de Jhoanesburgo, na África do Sul, o resto do continente está em total atraso, é um continente subjugado e ainda altamente explorado, mesmo após o fim do imperialismo.
Os países desenvolvidos tinham como meta até 2010 doarem cerca de 21 bilhoes de dólares para o continente. Grande "ato humanitário" esse dinheiro é infímio se comparado com a trilhonária injeção de capital estatal pública em corporações privadas. E independetemente de quanto os países desenvolvidos doaram ou doarão à África, não é a caridade destes que vai fazer o continente submergir de seus problemas e dar a mínima qualidade de vida para seu povo.
Rica em minérios, petróleo, pedras preciosas e terras férteis, a África é sugada por grandes multinacionais européias, americanas e asiáticas descaradamente e a mídia lava as mãos diante dos fatos.
Todos os tipos de Ongs, Igrejas, Instituições, Fundações, artistas, utilizam-se da fragilidade do povo africano para promoverem-se, e ao contrário do que apontam veementemente não ajudam, mas atrasam significativamente o progresso naquele continente.
O que a África precisa é dos africanos. Não querem doações, caridade, eles não gritam: "Adotem nossos filhos, por favor!!" Eles querem oportunidades de crescerem por si próprios e com parcerias internacionais. O povo africano tem uma alma guerreira e feliz, apesar de todas as adversidades. A enorme diversidade cultural, geográfica e histórica fazem da África um continente forte o bastante para se levantar sozinho.
O que a comunidade internacional deve fazer é: do ponto de vista econômico negociar parcerias que sejam oportunas para ambos, deixando de lado a exploração e subjugação. Do ponto de vista político, fazer com que a ONU faça jus as suas funções e ajude e monitore os governos dos países africanos, consolidando países fortes democraticamente e politicamente. Do ponto de vista social promover a integração cultural entre os povos.
O povo africano não quer ressarcimento monetário por causa da escravização, exploração e discriminação, quer apenas ter voz no mundo desenvolvido.
domingo, 21 de junho de 2009
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